Cargos de direção, de comando de empresas ou na política são lugar de mulher?

Parece que não. Nós mulheres somos mais da metade da população brasileira (51%) e já estudamos mais do que os homens, mas ainda temos menos chances de emprego, recebemos menos do que homens trabalhando nas mesmas funções e ocupamos os piores postos.

Em 1998, 52,8% das brasileiras eram consideradas economicamente ativas, comparadas a 82% dos homens. Em 2008, essas proporções eram de 57,6% e 80,5%. A participação nas esferas de decisão ainda é pequena.

Dos 1.059 deputados estaduais eleitos em 2014, apenas 121 são mulheres. Isso quer dizer que, a cada 10 deputados, apenas 1 é do sexo feminino – ou 11,4% do total. Dos 513 deputados federais, só 51 são mulheres (10%) e dos 81 senadores, 12 são mulheres (14,8%). De 27 unidades federativas apenas Roraima tem uma governadora!

Pesquisas mostram que em empregos formais, um em cada 8 homens pode alcançar altos cargos. A probabilidade de ascender na carreira e atingir postos de comando é bem distinta para as mulheres: apenas uma em cada 40.

De cada 100 postos de alta gestão nas empresas brasileiras listadas na Bolsa de Valores, apenas 8 são ocupados por mulheres. Não chegar aos cargos de direção esconde questão
ainda pior: as mulheres recebemos salários, em média, 17% menores do que o dos homens. A diferença salarial entre homens brancos e mulheres negras é gritante: quase 75%.

Mas não é só a sociedade que tenta sabotar nosso sucesso. Nós, mulheres, temos tendência a adotar comportamentos autosabotadores. Mas não fazemos isso conscientemente.

Apenas nos comportamos de forma coerente com aquilo que nos foi ensinado. Sentimos uma forte necessidade de revelar a verdade sobre nós mesmas, mesmo que isso nos deprecie ou prejudique. Ao contrário dos homens que usam termos concretos e positivos,
nos tendemos a nos descrever com frases pejorativas. Mesmo quando descrevemos um projeto, no qual tudo deu certo, nos culpamos por detalhes que não saíram como desejados e apontamos todas as coisas que podíamos ter feito melhor.

Na condição de filhas, mães e esposas estamos mais empenhadas em nutrir e atender às necessidades dos outros do que em assegurar o reconhecimento de nossas capacidades. Aprendemos desde cedo que o nosso sucesso depende de algumas atitudes estereotipadas como ser bem-educadas, submissas, discretas e suaves até na forma de falar. Tudo isso é reforçado, ao longo da vida, pela mídia, pela família e por mensagens sociais.

As tentativas de contrariar esse estereótipo são consideradas ridículas e tratadas com censura e deboche. Meninos que tomam a frente numa situação são vistos como líderes, já as meninas na mesma situação são vistas como “mandonas”.

Quem nunca escutou frases como “os rapazes não gostam das garotas que falam alto demais”, “o que há com você, está de TPM?”. Aprendemos, assim, que a postura de “garota boazinha” é menos dolorosa do que assumir o comportamento adequado a uma mulher adulta. Dessa forma, continuamos a agir como garotinhas mesmo depois de crescidas.

Há ainda outra cilada: quando tentamos romper com “nosso papel social” e agir de uma forma mais adequada a uma mulher de sucesso, quase sempre nos deparamos com uma
sutil (às vezes nem tanto) resistência, cujo objetivo é nos manter em “nosso lugar”, nos prender em nossa posição de garotas.

Mesmo após muitos anos de luta essa é a nossa realidade. Nesse contexto, podemos racionalizar, justificar e lamentar esses fatos, mas isso não nos levará a onde queremos e
merecemos chegar. Precisamos parar de agir de acordo com o papel social que nos foi imposto. O poder é um jogo e nós podemos vencê-lo!

Nós temos que assumir o controle e mudar nossas vidas, sem sentir culpa, pois não estamos tirando nada de ninguém. Temos que nos convencer de que não temos apenas permissão, e sim o direito, de agir como mulheres adultas, de correr atrás dos nossos sonhos e de alcançar nossas metas.

Você já parou para pensar de quantos sonhos você abriu mão por achar que não merecia, ou que não era o momento, ou por estar realizando o sonho de outra pessoa?

Você não pode apagar o passado, mas pode começar a escrever um novo futuro. Está na hora de tomar as rédeas e começar a viver a vida que você quer e merece. Decida ser feliz e realizar seus sonhos. Sua nova vida começa hoje.

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