Como mudar sua vida em 30 dias – dia 23

No dia 21 vimos que sua mente é especialista em identificar possíveis problemas e riscos, em se adiantar e imaginar o que pode dar errado, para poder manter você fora de perigo. E quando acha qualquer sinal de perigo, real ou imaginário, exagera a situação com vistas a garantir que você se afaste o mais rápido possível da situação de perigo. Mas, afinal, essa ótima capacidade do seu cérebro é o que impede você de ser e ter o que você quer e merece, por causa do medo de errar.

Na nossa cultura quem encontra dificuldades para realizar uma tarefa, quem não consegue de primeira já é considerado um fracasso. O medo do errar já impediu muita gente de se apaixonar, de se tornar artista, de perseguir seus sonhos sem desculpas, de viver vidas extraordinárias. O medo de errar pode ser paralisante.

Mas não herdamos a maioria dos medos de nossos ancestrais. Ao nascer temos apenas dois medos (que por isso chamamos de inatos): de queda e de qualquer som alto. Todos os outros medos são aprendidos a partir de experiências próprias ou de outras pessoas.

A boa notícia é que enquanto que os comportamentos instintivos podem apenas serem reprimidos, ampliados ou redirecionados, os comportamentos aprendidos, automáticos ou não, são possíveis de serem desaprendidos ou modificados muito rapidamente.

Por isso, precisamos aprender a contornar as informações enviadas pelo nosso cérebro, a fim de prosperar em vez de sobreviver. O cérebro é baseado em modo de sobrevivência, que provoca respostas programadas impulsivas para determinados gatilhos.

Neste sentido, devemos monitorar permanentemente seu estado emocional e a reação que causa nos seus pensamentos, comportamentos e atitudes. Quando voltamos a atenção para nossas emoções, achamo-las óbvias e algo misteriosas.

As emoções nos ajudam a lidar com aquilo que é mais importante para nós e nos nutrem com as mais diferentes formas de satisfação, gozo e bem-estar. Mas por vezes colocam-nos em apuros. Isto acontece quando as nossas reações emocionais são inapropriadas, numa das 3 formas a seguir:

  1. Sentimos a emoção errada. Exemplo, alguém critica um detalhe do seu trabalho e você acha que é porque a pessoa não gosta de você.
  2. Sentimos a emoção apropriada, mas a expressamos da forma errada. Exemplo, a nossa mágoa é justificada, mas uma reação de ficar três dias sem falar com a pessoa é contraproducente e infantil.
  3. Mostramos e sentimos a emoção apropriada, mas com a intensidade incorreta. Exemplo, a preocupação é justificada, mas reagimos de forma excessiva.

Uma forma bem simples de ir ganhando, gradualmente, controle sobre nossas emoções é começarmos a colocar a nossa atenção nas pequenas coisas que fazemos diariamente. Dessa forma você começa a recriar a sua realidade, porque você se permite usar adequadamente a sua mente para guiar suas ações em direção aos seus objetivos. Você faz a vida acontecer de acordo com seus desejos, em vez de reagir deixando à vida lhe levar. Você toma o seu poder de volta.

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